domingo, 17 de maio de 2009

"Mover montanhas"

Um texto no mínimo interessante, que encontrei em um site de gestão de profissionais da saúde... Vale a pena ler!

Mover Montanhas

Diz a sabedoria que perdido, mas perdido mesmo, está quem não sabe para onde quer ir. O estabelecimento de um plano, uma diretriz, um sentido, é fundamental para o sucesso, seja na carreira ou na vida pessoal.

A partir do momento em que estabelecemos uma meta, chegar até lá é questão de tempo. Dirá você, “ora, falar é fácil!”. Num mundo em que as condições mudam tão rapidamente e por vezes parecem deixar a gente sem um chão firme, como produzir uma estratégia de longo prazo para a vida?

Mas é aí mesmo que está a necessidade de se planejar. Se o nosso ambiente parece cada vez mais instável, uma linha bem demarcada a seguir vai fazer nossas escolhas mais fáceis e mais coerentes ao longo do trajeto.

Acreditar nas próprias forças, construir um ideal e viver de acordo com ele, é o primeiro passo de uma jornada de sucesso. O caminho para uma vida mais produtiva e mais prazerosa é fazer com que as atitudes e eventos façam sentido. E esse sentido é dado dentro de uma estrutura, de um plano.

O que diferencia o homem em meio aos animais da natureza é sua capacidade de projetar o futuro, antevendo situações e antecipando soluções. É nisso que reside o sentido que orienta nossos atos. A ciência conhece bem os efeitos dessa predisposição para encarar os desafios sempre mirando um ideal. As forças físicas se multiplicam pela força da mente, as dores e as tristezas ficam atenuadas.

E o sentido que nos impulsiona como indivíduos, por paradoxal que pareça, não está guardado na nossa história pessoal. Para seguirmos adiante, precisamos agregar ao nosso próprio destino o sentimento de compartilhar a vida com outras pessoas e com a natureza.

As soluções coletivas fazem nos sentirmos próximos de nossos colegas, responsáveis em parte pelo destino de todos e de cada um. São elas que nos aproximam dos conteúdos mais nobres, como a preservação da natureza, o sentimento de ser responsável pelo futuro.

Ao refletir sobre seus planos, metas e objetivos, tente pensar em como eles se encaixam pessoalmente em sua vida, mas também como se relacionam com a visão de uma situação mais harmônica com todos os que compartilham nosso maravilhoso mistério da existência.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

RECÉM-FORMADOS ou RECÉM-DESEMPREGADOS????

E derepente a formatura chega, todos aqueles 4 anos de faculdade, onde a ansiedade de obter o título de enfermeira e que tomava conta de nossas vidas, terminou!!!!! Convenhamos, que tudo o que desejamos no início do curso era a formatura, para que pudéssemos enfim correr para o mercado de trabalho e assim alcançar o "nosso lugar ao sol". Começam-se as despedidas, as promessas entre os colegas de sala de que não perderemos contato, trocamos email, telefone e juras de amizade eterna... A família se sente orgulhosa por nos ver alcançar tal vitória, e os preparativos para a comemoração, começam!!!!! Neste percursso recebi muitas felicitações de amigos e conhecidos, alguns até se empolgam e nos fazem juras de que nos ajudarão a arrumar um emprego! O que as vezes poderia ser evitado, pois muitas dessas promessas não podem se quer ser cumpridas... Isso as vezes causa uma certa frustação...
O grande dia chega, e parece que o mundo para de girar só para nos aplaudir, é uma sensação única, perceber que todos aqueles 4 anos de luta, esforço, estudo, dedicação, abnegação e etc, valeram a pena é algo indescritível. No dia da colação, passou um filme em minha cabeça, olhei para os meu colegas e pude ver o quanto muitos amadureceram, mudaram mesmo, e senti lágrimas percorrerem minha face, ao perceber que não mais os verei todos os dias... Afinal foram 4 anos de convivência, de muito aprendizado, alegria e até mesmo desavenças, com as quais aprendi que perdemos muito tempo por causa de poucas bobagens!
Felicidade maior foi poder olhar para minha mãe e ver o quanto ela se orgulhava de mim.. Algo sem explicação. O momento mais gostoso e descontraído é o baile, eu pensava que nele eu iria dançar e curtir a noite toda, mas foi um pouco diferente! Não resisti ver todas aquelas pessoas com as quais convivi por 4 anos ali, e disparamos a nos abraçar e tirar fotos... Um dos momentos mais felizes da minha vida, tinha ao meu lado pessoas que muito amo, em especial minha mãe, meu namorado querido e alguns familiares! Mas de repente tudo isso passa, e toda aquela euforia chega ao fim. No início o que desejei foi um bom descanso, afinal um TCC consome qualquer mente humana e quase nos leva a exaustão..rs... Passado o descanso, fui eu procurar emprego, e me deparo com um mercado de trabalho totalmente confuso e "fechado". As oportunidades que visualizei exigiam algo descomunal para quem acaba de sair da faculdade, como por exemplo, experiência mínimo de 6 meses, 1 ano, 2 anos e .... E fora os detalhes como: "o enfermeiro deve ter inglês básico, pós-graduação específica na área, carteira de habilitação, carro....etc...." Isso foi um balde de água fria em todas as minhas expectativas. Mas não desisti facilmente... Fui para SP, pois na minha cidade só se consegue emprego com um bom "Q.I" (quem indica)... Fiz uma lista de todos os hospitais, clínicas e qualquer coisa que pudesse existir chance de contratar um recém-formado, cheguei a der bolhas no pé de tanto andar. A maioria eu recebia um belo de um NÃO, se quer pegavam o meu currículo, diziam que eu teria que fazer um cadastro no site, outros fui obrigada a entregar currículos para porteiros, algo que me fez sentir como uma idiota! Já espalhei mais de 400 currículos, e consegui somente uma única entrevista, na qual a oferta de emprego era no mínimo ofensiva, com uma carga horária digamos que expressiva e um salário humilhante.. Acho que foi Deus que me livrou dessa, porque a vaga ficou para quem tinha experiência. E hoje, todo anúncio que vejo de oportunidade de emprego, eu encaminho o meu currículo. Até propostas como "enfermeiros na Itália" eu já me candidatei. Fico pensando, a que ponto a enfermagem está chegando?? Quem trabalha, está sempre a procura de outro emprego, nunca satisfeito com o atual, a carga horária permite isso, o que faz com que a maioria das vagas estejam nas mãos de poucos, isso em consequência dos salários ilusórios que disponibilizam ao profissional, que para poder se sustentarem com mais dignidade, se disponibilizam a fazer isso. E quem se forma, conseguir emprego virou missão quase impossível!!!! Como adquirir 6 meses, 1 ano e etc de experiência se não nos dão qualquer oportunidade???? Com conseguir fazer uma pós-graduação, se especializar, pagar cursos caros, se estamos desempregados?? Poxa, passei 4 anos investindo tudo o que pude para me formar, e agora me deparo com isso???? E vejo pouca mobilização dos conselhos da classe, com relação a isso. O tempo dirá onde isso tudo vai chegar, e enquanto isso, eu continuo a minha jornada em busca de um emprego.